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"Europa fecha olhos à ditadura azeri", acusa oposição

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"Europa fecha olhos à ditadura azeri", acusa oposição

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O Azerbaijão reelege o presidente esta quarta-feira, mas os sinais de campanha eleitoral foram imperceptíveis.
Foi negado o aceso aos Média à oposição que, por isso, boicota o escrutínio. Ainda que não o fizesse, o presidente Ilham Aliyev, ganharia na mesma. Todos os feitos são repetidamente divulgados pela televisão estatal.

O presidente sucedeu ao pai, Haydar Aliyev, em 2003 e promete erradicar a pobreza até 2013.

Estratageicamente situado na margem oriental do Mar Cáspio, rico em petróleo, o Azerbaijão é uma antiga república soviética de oito milhões de habitantes. Dois milhões vivem na Rússia e seis milhões na capital, o que deixa o campo despovoado.

O vertiginoso crescimento permitiu um recuo enorme da pobreza em cinco anos e torna credível a promessa presidencial de duplicar o PIB por habitante, de 4000 dólares, actualmente, em três nos.

Um dos apoiantes de Aliev defende que apoia o presidente actual e dá o voto por acreditar que ele possa cumprir a promessa.

Além de Aliyev, há outros seis candidatos, todos leais, na corrida. A única preocupação do presidente é que os resultados não sejam positivos demais, pois a oposição está fora da corrida.

O dirigente do Musavat, o mais antigo partido, explica porquê:

“É uma comédia porque as autoridades estão a imitar o processo eleitoral e alguns observadores estão do lado delas, a fingir que vai haver eleições a sério”, acusa Isa Gambar

2:36 set up Ali Kerimli, Leader of the Popular Front Party

O dirigente de um outro partido da oposição, Ali Kerimlim, denuncia o laxismo ocidental em relação a Baku:

“Porque é que se há-de ser mais rigoroso com as eleições no Zimbabué ou com o destino da democracia no Paquistão? Porque não se tem o mesmo zelo com o Azerbaijão, que está mais perto da Europa e quer ingressar na NATO?
Porque há tanta indiferença sobre o futuro da democracia no Azerbaijão, tão perto da Europa?

O petróleo jorra, os problemas com a região separatista de Nagorno-Karabakh estão bem orientados, agora que há um cessar-fogo… e …não há debate político, como constatou um repórter sem fronteiras.