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Crise uniu a União

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Crise uniu a União

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Os cidadãos europeus precisam de uma Europa capaz de se unir e de tomar decisões de forma coordenada. Esta é a principal lição a retirar da crise que atingiu a Europa e os seus mercados financeiros. E é com este espírito que os Vinte e Sete se reúnem, estas quarta e quinta-feiras, em Bruxelas, para a Cimeira de Outono.

Numa acção coordenada, os Vinte e Sete garantem um total de dois mil e 200 milhões de euros, para salvar a economia europeia, recapitalizando os bancos e assegurando os empréstimos interbancários. Uma manobra financeira que a própria Comissão Europeia aprova, ela que habitualmente recusa todas as ajudas públicas.

“Espero que, agora, as mentes estejam mais abertas à necessidade de uma abordagem coordenada. É óbvio que podemos discutir até onde podemos ir”, explica o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que acrescenta: “Mas penso que o importante é compreender, tendo em conta os acontecimentos recentes, que só a abordagem coordenada é que dá, aos nossos esforços, a credibilidade que os cidadãos e os mercados esperam”. Uma credibilidade ganha no passado domingo, quando a presidência francesa da União reuniu, em Paris, os ministros das Finanças do eurogrupo.

Convidado de honra, o Reino Unido, cujo plano de resgate dos bancos serviu de inspiração aos Quinze da zona euro.

Um verdadeiro exemplo de governação económica, com o próprio presidente do Banco Central Europeu sentado à mesma mesa. Uma vitória para Nicolas Sarkozy. A França manifestou sempre uma certa oposição a um Banco Central Europeu todo-poderoso, que decide sozinho a política económica da zona euro.