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Crise oculta preocupações climáticas

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Crise oculta preocupações climáticas

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Ofuscado pela crise financeira, o clima passa para segundo plano. Na Cimeira desta semana, os Vinte e Sete devem chegar a acordo sobre o chamado pacote climático, que visa reduzir as emissões poluentes em 20% até 2020, face aos valores de 1990.

Mas várias vozes já se ergueram voz para pedir menos rigidez, pelo que Françoise Grossetête,
eurodeputada conservadora, prevê tensão, na Cimeira: “Na Cimeira, vai haver tensões muito fortes. Os alemães, por exemplo, têm posições extremamente duras. Mas não são os únicos. Há também os polacos. E muitos outros Estados membros que desejam que se façam certas adaptações.”
Certos Estados membros receiam que as suas empresas, obrigadas a pagar para poluírem, fiquem em desvantagem, face a um mundo globalizado, onde nem todos têm os mesmos pruridos ecológicos. E pedem, por isso, mais flexibilidade na bolsa de emissões de CO2. Mas, para o analista Christian Egenhofer é uma má estratégia: “Os políticos estão a discutir eventuais mudanças a fazer ao pacote legislativo, como o abandono de certos compromissos. Mas esquecem-se que, neste momento em que a situação orçamental é apertada, se olharem bem para ver onde é que podem arranjar mais dinheiro para os cofres dos Estados perceberão que podem arranjar esse dinheiro com a venda de emissões de CO2.”

Qualquer que seja a opção dos Vinte e Sete, uma coisa parece certa: as energias renováveis continuam a ser um objectivo actual. Bruxelas estabeleceu como meta que, em 2020, 20% da energia consumida na Europa provenha de fontes renováveis.