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Crise financeira domina cimeira europeia

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Crise financeira domina cimeira europeia

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A determinação e a unidade dos líderes europeus para fazer face à crise financeira serão postas à prova nas próximas horas em Bruxelas.

No decorrer da cimeira europeia, que começa esta tarde, os Vinte e Sete deverão criar uma “célula de crise financeira”, para reformar e vigiar o sistema bancário. Mas durante anos, Estados membros demonstraram reticências em abrir mão da vigilância dos respectivos sectores financeiros.

O presidente da Comissão Europeia espera que os dirigentes europeus continuem a trabalhar em conjunto, pois a Europa liderou a resposta global à crise e deve continuar a fazê-lo. Durão Barroso considera que a “prioridade é avançar e aprofundar a coordenação a nível internacional, em especial, com os Estados Unidos”.

Gordon Brown faz um apelo também à unidade para enfrentar a pior crise financeira desde os anos trinta. O primeiro-ministro britânico, cujo papel foi fundamental para resposta coordenada do Eurogrupo, espera que se chegue a um acordo a nível europeu e que todos se comprometam com o plano do Eurogrupo pois é necessário estabilizar o sistema financeiro e estimular a economia europeia.

O bom entendimento está longe de garantido. O governo checo, que assume a presidência europeia em Janeiro, acusa os parceiros de darem cheques em branco aos banqueiros. Mas as divergências sentem-se também nos outros temas da agenda.