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Empregos no Reino Unido e EUA afectados pela crise

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Empregos no Reino Unido e EUA afectados pela crise

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O emprego no Reino Unido está a sofrer um duro golpe, muito por culpa da crise financeira. Os números do desemprego tiveram a maior subida em 17 anos. Esta quebra no mercado de trabalho pode intensificar-se no próximo ano, com a prevista contracção da economia.

Max Davies trabalha na construção e conta-nos a experiência: “Fui a vários empregos e fui sempre rejeitado. Há muita gente na minha situação, trabalhadores da construção que estão desesperados à procura de emprego. O problema é que não há trabalho e há muita gente a querer o mesmo”.

No trimestre de Março a Maio, a taxa de desemprego na Grã-Bretanha manteve-se estável em relação ao nível dos três meses anteriores, 5,2%. Mas no trimestre de Junho a Agosto houve um verdadeiro salto, de meio ponto percentual, para os 5,7%.

O sector da construção civil está a sofrer um forte impacto, com a menor procura de casas. Mas a crise atinge também empregos de topo. A City de Londres, sede das principais instituições financeiras, está igualmente a sofrer, já que o sector bancário foi o segundo mais atingido.

Do outro lado do Atlântico, a crise está também a ter efeitos na cidade de Nova Iorque, que pode vir a perder 165.000 empregos, incluindo 35.000 no sector financeiro. A cidade, onde estão sediadas a bolsa e as principais empresas financeiras dos Estados Unidos, é a mais afectada.

Os cofres da câmara, actualmente liderada pelo independente Michael Bloomberg, devem também sofrer um impacto, já que várias das empresas que sofreram com a crise vão ficar isentas, por alguns anos, do pagamento dos impostos municipais.