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A Europa salva o planeta e o capitalismo

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A Europa salva o planeta e o capitalismo

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Europa esteve unida também na luta contra o aquecimento global. Apesar da crise financeira, que dominou os trabalhos, a cimeira de Outono encerrou, contudo, com um acordo dois Vinte e Sete, por unanimidade, sobre o chamado pacote climático.

Reduzir em 20% as emissões poluentes, utilizar 20% de energias renováveis e reduzir o consumo total de energia em 20%, tudo isto em 2020, face aos valores de 1990.

Objectivos que implicam custos. Por isso, como explicou Nicolas Sarkozy, “a presidência francesa bateu-se para não deixar cair os objectivos, as ambições e o calendário do pacote climático.”. E rematou : “Podem ter a certeza: não foi fácil.”

Foi preciso prometer soluções por medida, para países, como a Polónia por exemplo, que manifestaram as suas inquietações.

Nove países, sobretudo do Leste, mas também a Itália, receiam uma perda de competitividade, se forem obrigados a transformar as suas indústrias poluentes em indústrias limpas. Por isso, os custos têm de ser partilhados, defende Silvio Berlusconi, chefe do governo italiano: “O fardo que advém desta vontade de liderar o caminho, tem de ser partilhado igualmente por todos os cidadãos europeus.”

Partilha, mas sobretudo, coordenação é também o que procura a presidência francesa da União, para a política económica dos Vinte e Sete. Agora que os Estados membros chegaram a acordo para coordenar as políticas financeiras, Nicolas Sarkozy quer ir mais longe: “É preciso também uma coordenação para a política económica? Do ponto de visto da presidência, a resposta é ‘sim, sim, sim, sim’. Para já, alcançámos a unanimidade? A resposta é ‘não, não, não’. Pronto!”

Mas a presidência francesa da União vai ainda mais longe: quer convencer os americanos a organizarem, em conjunto, uma grande cimeira mundial para refundar o capitalismo global. Uma espécie de Breton Woods versão Bruxelas ou Paris.