Última hora

Última hora

Obama ganha vantagem após último debate eleitoral

Em leitura:

Obama ganha vantagem após último debate eleitoral

Obama ganha vantagem após último debate eleitoral
Tamanho do texto Aa Aa

Os dados estão lançados para a recta final das presidenciais norte-americanas. Depois do terceiro e último frente-a-frente televisivo entre os dois candidatos rivais, Barack Obama confirmou esta noite o favoritismo na corrida.

John McCainn voltou a não convencer ao falar de economia e ao prosseguir os ataques ao candidato rival, mesmo depois de ter assegurado que não é George Bush.

“Senador Obama, eu não sou o presidente Bush, se pretendia candidatar-se contra Bush, deveria tê-lo feito há 4 anos. Eu quero dar um novo rumo à nossa economia e ao nosso país”.

Obama ripostou desta forma: “se eu tenho tendência a confundi-lo com o actual presidente é antes de mais porque o senador sempre foi um vigoroso apoiante das decisões de Bush, em termos de política fiscal, energética e orçamental”.

A crise financeira e económica norte-americana voltou a ser um terreno pantanoso para McCainn, cujos altos rendimentos são criticados desde o início da campanha. Para o contra-ataque, o candidato republicano não hesitou em endereçar-se a “Joe o canalizador”, como o novo símbolo do sonho americano.

“Joe quero dizer-lhe que vou ajudá-lo a comprar essa pequena empresa onde trabalhou toda a vida, que vou manter os impostos baixos e que vou propor-lhe uma segurança social acessível e disponível para si e para os seus empregados”.

Obama, que domina em termos de popularidade, junto das classes mais baixas, retorquiu, afirmando:

“Ambos queremos baixar os impostos. Mas a diferença reside nos objectivos dessa medida. Um dos eixos centrais do programa económico do Senador McCainn passa por uma redução fiscal de 200 mil milhões de dólares para algumas das empresas mais ricas dos Estados Unidos”.

O debate terminou uma vez mais sob o signo da mudança, com os dois candidatos unidos contra a presidência Bush.

“Pertenço a uma longa linhagem de McCainns que serviram o país tanto em tempos de paz quanto em tempos de guerra, é uma grande honra e sempre me senti orgulhoso em poder servir o país. E espero que me dêm uma nova oportunidade, que aceitarei com honra e humildade”.

Obama por seu lado, despediu-se, afirmando: “o maior risco que poderíamos correr neste momento seria o de adoptar as mesmas políticas fracassadas dos últimos oito anos, esperando um resultado diferente. Precisamos de uma mudança radical neste país, e é esse desafio que eu quero incarnar”.

A dezanove dias das eleições, os norte-americanos deverão votar com os olhos postos na crise financeira e económica do país.

Com a luta contra o terrorismo a passar para segundo plano, McCainn terá de voltar a recrutar “Joe o canalizador” para conseguir convencer as minorias e classe media rendidas ao discurso social de Obama.