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Rombo de 600 milhões na Caisse d'Epargne

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Rombo de 600 milhões na Caisse d'Epargne

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Depois do escândalo da Société Générale, mais um banco francês é vítima de uma manipulação menos clara nos mercados. Desta vez foi a Caisse d’Epargne a sofrer um rombo de 600 milhões de euros, por aquilo a que chama um “incidente de mercado”.

Para os sindicatos, o incidente é mais uma prova de que a Caisse d’Epargne deve restringir-se à função inicial, ou seja, a de caixa de poupança.

“O que aconteceu, não admira. Vão divertir-se para a bolsa, quando não é esse o nosso trabalho. Nem nosso, nem dos dirigentes da Caisse d’Epargne”, diz Bruno Aguirre, do sindicato Force Ouvrière.

O ministério francês das Finanças anunciou uma auditoria especial a todo o sector bancário do país.

A administração garante que o banco vai continuar a funcionar normalmente. A Caisse d’Epargne, que é uma federação de caixas de poupança locais, está em processo de fusão com o Banque Populaire.

O caso chega alguns meses depois do maior rombo de sempre causado por manipulações bolsistas. Os investimentos de risco feitos pelo corretor Jérôme Kerviel custaram perto de cinco mil milhões de euros à Société Générale.