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Clima ou Crise, UE chega a acordo de princípio

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Clima ou Crise, UE chega a acordo de princípio

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As divisões entre os 27 continuam mas o clima está agora mais agradável, depois do compromisso encontrado e tirado a ferros sobre as metas atingir ao nível do ambiente.

Pelo menos nove estados-membros apontaram dificuldades; em tempos de abrandamento ou recessão há menos dinheiro e o ambiente poderá ficar para segundo plano.

“Será que é preciso a mesma coordenação para a política económica como para a crise financeira? Do ponto de vista da presidência a resposta é sim… Há unanimidadde agora? A resposta é não”. Foi a reacção do presidente em exercício da União Europeia, Nicolas Sarkozy, às diciculdades para encontrar consensos.

Ninguém pôs em causa o objectivo de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 20% até 2020. Ficou definido que os estados membros terão de utilizar 20% de energias renováveis e reduzir o consumo total de energia em 20%, também até 2020.

A Polónia e a Itália lideraram o grupo de países, a maioria de leste, que colocaram entraves de ordem económica.

“Os países de Leste já têm a cota parte de cálculos económicos face à luta contra o aquecimento global. Nesta altura, acho que eles estão a ver quantas ajudas mais podem conseguir da União”, declaram os Verdes.

O que ficou decidido é que será tomada uma decisão por unanimidade no que diz respeito ao pacote climático, mas ao mesmo tempo há soluções específicas que cada governo deverá resolver da melhor maneira em cada país.

Os 27 assinaram também um Pacto para a Imigração e Asilo, que não é mais do que o princípio da imigração escolhida preconizada pelo presidente francês. À hora que o pacto era firmado, 650 imigrantes clandestinos desembarcavam em Lampedusa na Itália.