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CE quer converter estaleiros polacos à siderurgia

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CE quer converter estaleiros polacos à siderurgia

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Estaleiros navais que deixam de fabricar navios. É assim que a Comissão Europeia (CE) vê o futuro dos estaleiros polacos de Gdynia e Szczecin. Os planos de restruturação, apresentados por Varsóvia, não convencem. Se forem oficialmente rejeitados, isso significa o reembolso de mais de dois mil milhões de euros de ajudas públicas, consideradas ilegais por Bruxelas.

Mas a Comissária para a Concorrência quer evitar a falência dos estaleiros. Neelie Kroes propõe a venda dos activos das duas empresas para reembolsar as ajudas e partir da estaca zero. Sem dívidas, as empresas assim renascidas podem reconverte-se a outros ramos da siderurgia, por exemplo.

A proposta não desagrada ao primeiro-ministro polaco. Donald Tusk afirmou recentemente que uma “solução positiva” estava a ser negociada com Bruxelas. Solução que, explicou, pode passar pela “modificação da estrutura formal das duas empresas”. Falta saber como reagirão os 10 mil empregados dos dois estaleiros.

De fora, fica o estaleiro de Gdansk, berço do Solidariedade e já comprado por um investidor ucraniano, que deverá agora apresentar os seus próprios planos de reestruturação.