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Intervenção do governo holandês no ING tranquiliza mercado

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Intervenção do governo holandês no ING tranquiliza mercado

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É uma ajuda e não um salvamento, como nos casos de Fortis e ABN-AMRO. O governo holandês explica assim as razões que o levaram a injectar dez mil milhões de euros no banco ING, por forma a tranquilizar investidores e clientes.

Esta é a terceira intervenção bancária do governo. O ING vai receber metade do montante previsto no plano de ajuda ao sector financeiro do país, mas o mercado reagiu com confiança. O título do ING já quase recuperou as perdas registadas sexta-feira, após a revelação de maus resultados no último trimestre.

O ministro holandês das Finanças, Wouter Bos, recusa comparar a situação do ING com a dos bancos Fortis e ABN-AMRO, que enfrentavam um sério problema, com o levantamento de poupanças e a desconfiança de clientes. Não é esse o caso do ING, garante.

No início de Outubro, a Holanda procedeu à nacionalização do Fortis, que inclui o banco ABN-AMRO. Foram 17 mil milhões de euros para impedir a falência.

No caso do ING, o presidente da instituição explica que é uma ajuda para manter a competitividade e não será gratuita. O Estado vai ganhar no mínimo 8,5%, quando os dividendos voltarem a ser pagos.