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Procurador-geral recorre da decisão de investigar crimes da guerra civil

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Procurador-geral recorre da decisão de investigar crimes da guerra civil

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O Procurador-Geral espanhol, Javier Zaragoza, recorreu da decisão do juiz Baltasar Garzon de investigar crimes da guerra civil espanhola e do franquismo.

No recurso de 41 páginas, Zaragoza justificou que os crimes cometidos na altura são de delito comum, de acordo com o código penal da altura, e por isso prescritos, e foram perdoados ao abrigo da lei da amnistia de 1977.

O perdão foi aprovado dois anos após a morte do general Franco. Teve como objectivo unir o país e fazer esquecer um período negro de Espanha.

Baltasar Garzon classificou o desaparecimento ou morte de mais de 100 mil pessoas como crimes contra a humanidade, argumento utilizado para abrir a investigação. Garzon pretende saber quem foram os responsáveis e identificar quem ainda está vivo.

O juiz já ordenou a abertura de 19 valas comuns incluindo aquela onde se pensa que está enterrado o poeta Federico Garcia Lorca.

Adivinha-se uma longa batalha jurídica. A ala progressista da justiça apoia Garçon mas o sector conservador opõe-se.