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Índia entra na corrida espacial com primeira missão não tripulada à Lua


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Índia entra na corrida espacial com primeira missão não tripulada à Lua

Com o início da primeira missão espacial não tripulada à Lua, a Índia mostra que também tem capacidade para se lançar na corrida ao espaço, tal como a China e o Japão.

O foguetão indiano PSLV descolou de madrugada de Sriharikota, no Sudeste do país. Dezanove minutos depois os cientistas festejavam a colocação em órbita do engenho espacial, equipado com a sonda lunar.

O primeiro-ministro indiano aproveitou a viagem ao Japão para falar deste evento histórico. Manmohan Singh afirmou: “Quando terminar, a missão permitirá à Índia entrar no pequeno grupo de seis países que conseguiram enviar uma missão à Lua. O país está orgulhoso da sua comunidade científica.”

Nos próximos dois anos, a sonda vai observar a lua e efectuar testes ao solo, para aperfeiçoar o mapa da superfície lunar e abrir caminho a futuras expedições.

O rival chinês tem alguma vantagem, sobretudo, após a primeira saída espacial de um astronauta em Setembro, mas nos próximos cinco anos, Nova Déli pretende realizar 60 voos espaciais, incluindo à Lua e a Marte.

Esta missão, no valor de 80 milhões de dólares, é motivo de orgulho para os indianos, a tal ponto que esquecem a crise financeira e o facto de milhões de cidadãos continuarem a viver abaixo do limiar da pobreza.

Narendra Dutt fala do orgulho e alegria que sente, sobretudo, pelo facto de terem realizado tudo sozinhos. Outro habitante de Nova Deli diz também: “Sinto-me muito orgulhoso e feliz. Hoje vamos até à Lua e com a ajuda de Deus iremos ainda mais longe”.

A Índia entra também na corrida ao lançamento de satélites comerciais. Em Abril, colocou dez em órbita com um único lançamento, o que lhe permite reduzir o preço em 35 por cento.

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