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Um pequeno grande homem, com uma força de vontade férrea. Um perfil que valeu a Hu Jia as honras do Parlamento Europeu. O dissidente chinês é o laureado do Prémio Sakharov 2008 para a Liberdade de Pensamento.

Uma notícia que o ciberdissidente recebeu na prisão para onde – ironia do destino – foi enviado, acusado de “tentativa de subversão”, após uma teleconferência com os eurodeputados, sobre os direitos do Homem na China. O presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert-Poettering, alerta para as condições em que Hu Jia está detido: “A 3 de Abril último, foi condenado a três anos de meio de prisão. Na solidão da sua cela, combate sozinho a doença: sofre de uma cirrose hepática, mas as autoridades recusam que seja tratado.”

Embora o Prémio não afecte a cimeira sino-europeia desta sexta-feira, garantem as autoridades chinesas, o chefe da Diplomacia não esconde o seu descontentamento, através do seu porta-voz: “Manifestamos o nosso forte desagrado face ao prémio do Parlamento Europeu, atribuído a um prisioneiro chinês – apesar dos repetidos alertas, da nossa parte.”

Defensor das vítimas da sida, do ambiente, da liberdade de culto e da autonomia do Tibete, Hu Jia, cuja mulher está sujeita a prisão domiciliária, é pai de uma menina que em breve comemorará o seu primeiro aniversário. A mais jovem prisioneira política do mundo – denuncia a organização Repórteres sem Fronteiras.

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