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Mesmo ausente da campanha, Obama ganha vantagem

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Mesmo ausente da campanha, Obama ganha vantagem

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A candidata republicana à vice-presidência Sarah Palin teve ontem de interromper a campanha para responder a uma comissão de inquérito sobre um alegado abuso de poder.

A governadora do Alasca é acusada de ter demitido um responsável da segurança regional por alegadamente se ter recusado a despedir o genro.

O caso ameaça abalar o campo republicano, num momento em que Barack Obama conta com uma vantagem de 9 pontos nas sondagens, encontrando-se empatado com o rival no bastião republicano da Florida.

A menos de duas semanas das eleições, John McCainn voltou ontem à carga contra a política fiscal de Obama, criticando a decisão de aumentar os impostos em tempo de crise. Um discurso que não abala a popularidade do candidato democrata, reforçada pelo protagonismo de Michelle Obama já em pose de primeira dama, nas últimas 24 horas.

Michelle substituiu ontem o marido num comício do Ohio, depois de Obama ter interrompido a campanha para visitar uma avó de 86 gravemente doente. Uma ausência que promete aumentar ainda mais a popularidade do candidato.

Em tempo de crise financeira o carisma não parece ser abalado pelos gastos elevados do candidato. Desde o início do mês, Obama gastou mais de 85 milhões de dólares em propaganda, mais de metade do total da factura da campanha de John Kerry em 2004.