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Eleições antecipadas no horizonte israelita

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Eleições antecipadas no horizonte israelita

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A direita poderá estar de regresso em breve a Israel e as negociações israelo-palestinianas mais uma vez ameaçadas.

Tudo indica que haverá eleições antecipadas após Tzipi Livni ter desistido de formar governo.

A ministra dos Negócios Estrangeiros anunciou que não cede à chantagem política do partido ultra-ortodoxo Shaas que, para formar governo, exigia entre outras coisas, a exclusão do futuro de Jerusalém das negociações com os palestinianos.

O Likud, hostil ao plano de paz delineado pelos Estados Unidos, é o que apresenta melhores condições para vencer um escrutínio, segundo as sondagens.

“A grande batalha agora é entre o kadima de Livni e o Likud liderado por Benjamin Netanyahu. Esta é a batalha principal. Ehud Barak vai tentar recuperar das suas falhas mas à partida não irá conseguir”, analisa um jornalista israelita.

O partido Shaas era fundamental para a elaboração de um governo depois de Livni ter assegurado a parceria com os trabalhistas.

Um porta-voz do Hamas em Gaza explica o cenário político esperado com novas eleições. “Apesar de rejeitarmos negociações, numa análise do ponto de vista político, um escrutínio vai ter consequências nefastas, porque o processo paz vai ficar paralizado até a formação de um novo governo. E depois os ventos políticos sopram a favor do fundamentalismo em Israel”, refere.

George W. Bush promoveu a conferência de Annapolis há um ano com o objectivo de encerrar a sua passagem pela Casa Branca com um impulso no processo de paz.

O Estados Unidos esperavam que pelo menos, até Janeiro, fossem delineadas as linhas gerais de um acordo de paz.