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Coração artificial

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Coração artificial

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O primeiro coração artificial pode ser colocado num homem, nos próximos dois anos.
 
Graças a Alain Carpentier, um especialista francês de proteses cardíacas, no Hospital George Pompidou, em Paris.
 
Trabalha há mais de 15 anos, com a Agência Espacial Europeia.
 
Tem consigo um protótipo de coração artificial.A futura prótese será fabricada pela empresa Carmat. Reproduz, com absoluta fidelidade, a fisiologia de um coração, com dois ventrículos, accionados por bombas. Pode interagir, com veias e artérias.
 
Como um coração, faz a troca entre o sangue pobre e o sangue rico em oxigénio.
  
Na máquina, toda esta função é garantida por motobombas e equipamento electrónico, já usado na industrial aeronáutica e espacial.
  
Particularmente relevante é o papel dos circuitos impressos que comandam o coração, como os instrumentos de navegação comandam um avião. A grande dificuldade é acomodar tudo isto, num invólucro de 900 gramas, um pouco mais que o peso de um coração natural.
 
  
“Não se trata de meter uma máquina num corpo. Trata-se de dar ao doente uma vida digna de ser vivida, uma vida social normal com menos medico-dependência”, diz o professor Carpentier.
  
Longe vão os tempos pioneiros de 1982, quando Barney Clark recebeu uma prótese cardíaca. Viveu apenas 112 dias, agarrado a um compressor de 150 quilos.
  
Com a nova prótese, pode ter-se uma autonomia de vários anos, como garante um porta-voz da empresa produtora:
 
“É imperativo que alcancemos uma conceptualização, um design que suporte cinco anos de funcionamento, no interior do corpo. Quer dizer, 45 milhões de batidas por ano, multiplicadas por cinco. Logo, perto das 250 milhões de batidas”.
  
A primeira implatação está prevista para dentro de 18 a 24 meses. O futuro responderá a muitas outras questões.