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Droga contra a esclerose

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Droga contra a esclerose

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Investigadores de Universidade britânica de Cambridge garantem que uma droga chamada, Alemtuzumab, desenvolvida para tratamento da leucemia, pode ser uma poderosa arma, na guerra contra a esclerose múltipla.
 
Os resultados do estudo já estão publicados no New England Journal of Medicina.
  
Mas, o respectivo uso pode provocar efeitos colaterais, como advertem os investigadores.
 
Ao longo de três anos, foi testado em 334 pacientes, que nunca tinham sido tratados.
 
Os resultados são animadores. A droga provocou uma baixa das situações de crise aguda, da ordem dos 74 por cento, em relação so doentes sujeitos à terapia convencional.
 
O Alemtuzmab também reduz o risco de imobilidade, em 71 por cento.
  
“A esclerose múltipla provoca efeitos subtis, todos os dias, em todas as actividades, no funcionamento mecânico, no andar, no olhar, no pensar, todas estas coisas que a maioria das pessoas faz seguramente. As pessoas sujeitas a este tratamento fazem essas coisas todos os dias, mais facilmente”.
  
Paula Rankin é uma dos doentes a beneficiar da terapia. Pertence ao grupo de pessoas que está a fazer o tratamento, em regime experimental.E não parece arrependida, da opção que fez:
 
“Sinto-me muito bem, agora, depois de tomar a droga, não tive novos sintomas”.
  
Os efeitos colaterais estão agora a ser estudados, atentamente. Por exemplo, 20 por cento dos doentes que experimentam a droga, desenvolvem processos de hiper ou hipo actividade da tiroide.
 
Mas pensa-se que o problema seja resolvido, dentro de quatro anos.