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Berlim diz adeus a Tempelhof

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Berlim diz adeus a Tempelhof

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O mítico aeroporto de Tempelhof, no coração da capital alemã, fecha esta quinta-feira as suas portas.

Essencial para Berlim Ocidental durante o bloqueio soviético, tornou-se obsoleto nos últimos anos e nem uma série de iniciativas que culminaram num referendo falhado, conseguiram salvá-lo.

Centenas de berlinenses deslocaram-se a Tempelhof para se despedirem daquele que foi descrito pelo arquitecto Norman Foster como “a mãe de todos os aeroportos”.

Thomas Wolber diz que é “o melhor aeroporto” desde o qual voou. O piloto alemão explica que Tempelhof dá uma sensação de “grande privacidade, está-se sempre próximo dos passageiros e da aviação”.

O último avião comercial levantará vôo seguido por vários exemplares de museu, intimamente ligados à história de Tempelhof.

O porta-voz dos Aeroportos de Berlim defende que Tempelhof é um “berço da aviação. Em 1926, a Lufthansa fundou aqui o seu primeiro centro de actividade europeu e, nos anos seguintes, Tempelhof tornou-se não só no maior aeroporto da Europa, como de todo o Mundo”.

Inaugurado em 1923, foi o palco da maior operação humanitária aérea da história, quando os aviões da “ponte aliada” alimentaram, entre 1948 e 49, uma Berlim isolada pelos soviéticos.