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Situação humanitária na RDC é "catastrófica"

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Situação humanitária na RDC é "catastrófica"

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Apesar dos sinais de normalização, a população continua a fugir de Goma. A cidade no Leste da República Democrática do Congo (RDC) está sobre a pressão das armas dos rebeldes.

Os homens de Laurent Nkunda estão a respeitar o cessar-fogo, mas o líder tutsi congolês ainda não desistiu do assalto final à cidade.

Desde Agosto já fugiram mais de 250 mil pessoas. Quarenta e cinco mil só nos últimos dias. Um refugiado explica que fugiu com a família porque havia falta de comida e de água. Dormiram ao relento e viram mulheres dar à luz sem cuidados médicos.

Segundo a Cruz Vermelha internacional, a situação humanitária no Leste do antigo Zaire é “catastrófica”. A UNICEF teme o surgimento de epidemias.

As tropas da ONU são a única força organizada em Goma. Um contingente, com 850 soldados, patrulha as ruas, mas as forças não chegam. Há registo de pilhagens, violações e assassínios, cometidos quer pelos militares congoleses, antes de fugirem, quer pelos rebeldes. A denúncia é feita pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

O contingente de capacetes azuis em Goma vai receber reforços oriundos de outras regiões, enquanto em Bruxelas, discute-se hoje o envio de um missão militar europeia, com fins humanitários. Mas não há consenso. Alguns Estados membros preferem esperar e ver como evolui a situação política.