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Novo presidente precisa de levantar economia americana

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Novo presidente precisa de levantar economia americana

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Qualquer que seja o próximo inquilino da Casa Branca, numa coisa os analistas são unânimes: as bolsas vão recuperar.

Depois dos fortes abalos das últimas semanas, a opinião geral é que para cima é o único sentido.

Quanto a saber se Wall Street gosta mais dos democratas ou dos republicanos, aí as opiniões dividem-se. Em termos imediatos, os republicanos costumam beneficiar a bolsa mas, a longo prazo, é nos mandatos democratas que os índices mais crescem.

Durante os dois mandatos de Bill Clinton, entre 1992 e 2000, o Dow Jones teve uma subida em flecha. Já o primeiro mandato de Bush foi mais azarado, com os efeitos do crash dos papéis tecnológicos e do 11 de Setembro.

À recuperação dos primeiros anos do segundo mandato, seguiu-se a crise que se vive agora.

“A economia norte-americana está a sofrer problemas graves com as bolsas e a crise dos créditos hipotecários de risco. É evidente que a infraestrutura americana precisa de muita atenção e também de muito dinheiro”, diz Stephen Walt, professor na Universidade de Harvard.

O próximo presidente vai ter a tarefa de fazer levantar a cabeça dos americanos. A confiança dos consumidores está ao nível mais baixo de sempre e a economia ameaça entrar em recessão.

Foi com a crise imobiliária que tudo começou e a solução para a crise pode também passar pelo problema das casas. Com o preço das habitações a descer, um estudo recente diz que a crise imobiliária pode ter um peso maior no enfraquecimento da economia que a própria queda nas bolsas.

Tanto Obama como McCain prometem uma regulamentação mais apertada dos mercados, para evitar novas crises.

Se as bolsas são a face mais visível da força económica, os verdadeiros desafios do vencedor das eleições vão ser evitar a recessão, melhorar a confiança e os valores do consumo e do emprego.