Última hora

Última hora

Obamania

Em leitura:

Obamania

Tamanho do texto Aa Aa

A aura já ninguém lha tira: Barack Obama é o primeiro afro-americano a ser nomeado por um grande partido no Estados Unidos.

Impulsionado pela mulher, o senador de Illinois anunciou de forma oficial, a candidatura à Casa Branca em Fevereiro de 2007:

“Reconheço que há uma certa presunção neste anúncio, uma certa audácia neste anúncio. Sei que não gastei muito tempo a aprender os caminhos de Washington, mas estou cá há tempo suficiente para saber que os caminhos de Washington devem mudar”

Em Julho de 2004 conheceu o primeiro momento de glória. Na Convenção Democrata de John Kerry fez a apologia do sonho americano e da América generosa.
“Não existem Estados Unidos negros e Estados Unidos brancos, Estados Unidos latinos e Estados Unidos asiáticos. Somos um único povo”, disse, arrancando aplausos à multidão.

Seguiu-se a eleição para o Senado, onde viria a estar, pela primeira vez, perto de Hillary, mulher do ex-presidente Bill Clinton.

Obama é filho de pai negro, um economista queniano educado em Harvard, e de mãe branca, uma cidadã norte-americana.
Conheceram-se quando estudavam na Universidade do Havai, no fim da década de 50.

Terá sido pelo facto de encarnar, em parte, a diversidade norte-americana, que ele venceu, nas primárias democratas, a favorita Hillary Clinton?

“Por vossa causa, esta noite, eu posso estar aqui e dizer que serei o nomeado democrata para a presidência dos Estados Unidos da América”.

Apesar de ser negro, há quem lhe chame “a grande esperança branca”, pois encarna o sonho de reconciliação num país com divisões raciais profundas.