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Barack Obama - a história de um candidato improvável

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Barack Obama - a história de um candidato improvável

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Um carisma ímpar, o dom da palavra, o à vontade diante das câmaras e uma mensagem simples: a mudança. Barack Obama acaba de escrever uma epopeia moderna: a história de um candidato improvável, que até há pouco tempo, poucos veriam na Casa Branca.
O próprio reconheceu, com humor, o carácter singular da sua candidatura durante a convenção democrata em Denver:

“Tenho consciência de que não sou o candidato mais provável para o cargo. Não entro nas categoriais habituais. Não fiz carreira nos corredores de Washington. Mas estou aqui diante de vocês esta noite porque há algo de excitante que cresce de uma ponta à outra da América.”

A própria história do senador do Illinnois é uma fonte de inspiração. Nascido em 1961 no Hawai, filho de um africano do Quénia e de uma mãe branca do Kansas, entra para Harvard onde termina os estudos de Direito. Em 2004 tornar-se o único representante negro no Senado, antes de se lançar nas primárias democratas. Barack Obama, o desconhecido teve como adversária, Hillary Clinton, favorita à vitória por uma larga margem.

Mas a equipa de campanha de Obama concentrou-se no trabalho de terreno e ganhou as primárias nos estados ignorados por Clinton. Durante dezanove meses, equipas de voluntários trabalharam arduamente para recrutar novos eleitores, mesmo no campo republicano. Uma máquina bem oleada. A recolha de fundos junto dos pequenos doadores foi um sucesso.

A campanha centrou-se sempre na mesma mensagem: a reconciliação dos norte-americanos para além das diferenças de raça, idade ou sexo:

“A única forma de resolvermos os nossos problemas neste país é através da união de todos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, novos, idosos, deficientes, gays, heteros. Penso que é isso que nos deve guiar”, afirmou Obama durante a campanha.

Candidato mestiço, Obama, deve muita à mulher, uma verdadeira representante da comunidade negra. “Sister Michelle” é o exemplo de uma integração bem sucedida.

“Digam-lhes como desta vez, neste grande país, onde uma rapariga de um bairro pobre de Chicago pode ir para a universidade, estudar direito. E o filho de uma mãe solteira do Hawai pode chegar à Casa Branca. Assumimos o compromisso de construir o mundo tal como ele deve”, lançou Michelle durante um comício.

Após ter unido o partido democrata, Barack Obama conseguiu até o apoio de Colin Powell que saudou a chegada de uma nova geração na cena internacional, vendo-o como uma figura transformadora, um presidente excepcional.