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Voto dos hispânicos

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Voto dos hispânicos

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Os hispânicos constituem 9 por cento do eleitorado norte-americano, apesar de constituirem 15 por cento da população, e concentram-se nos Estados-chave, em que a escolha que fizerem pode ser decisiva.

Las Vegas, Nevada, é um dos chamados “swing States”, com o Colorado e o Novo México. Aqui os hispânicos representam 12 por cento do eleitorado. Em 2004, 40 por cento votaram em George Bush, um record para os republicanos. Desta vez, nada está assegurado. Os latinos foram bastante cortejados pelos dois candidatos, houve grande mobilização de voluntários para fazer porta a porta, como os sindicalistas da União de Trabalhadores da restauração do Nevada que apoiaram Obama.

O candidato democrata dirigiu-se directamente aos hispânicos.

Tal como para os outros eleitores, a economia foi a principal preocupação dos hispânicos, como exprime um proprietário de restaurante:

“A economia dá cabo do povo porque o combustível é caro de mais, o custo de vida aumentou, cinco, dez, 20, 100 vezes mais do que antes”.

Os hispânicos são mais afectados pela crise financeira: 7,8 por cento estão no desemprego e 29 por cento dos créditos hipotecários “suprime” foram concedidos a hispânicos.

No bairro da classe média de Laredo, no Texas, a crise também é bem real.

“Todos os preços estão a subir e muita gente está a perder a casa, pelo menos 10 por cento das pessoas. Eu não estou bem, mas vou tentando pagar as prestações.”

Mas o que identifica eleitoralmente os hispânicos é o assunto da imigração. E também aqui os republicanos pagam o preço da oposição à reforma, proposta por Bush, da legalização da situação de 12 milhões de mexicanos residentes nos Estados Unidos. No entanto, ambos os candidatos são pelo reforço da fronteira com o México.