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Onda de esperança em Obama na América Latina

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Onda de esperança em Obama na América Latina

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A América Latina, se pudesse participar nas eleições norte-americanas, teria votado em Barack Obama.

Não só a população, como os próprios dirigentes, mostraram esperança na vitória do democrata. E no caso específico de Cuba, vítima do embargo económico mais vellho do mundo, Obama prometeu rever a política da Casa Branca.

As expectativas são altas: “Obama, tu és a esperança de milhões de pessoas em todo o mundo. A guerra devia acabar e as relações entre Cuba e os Estados Unidos deviam melhorar, é isso que esperamos”; “Espero que haja melhorias em Cuba e também no resto do mundo, espero que os nossos presidentes se entendam para ajudar ao progresso”.

Será altura de dizer, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, conforme afirma um diplomata cubano nos EUA: “esta é uma nova geração com outra mentalidade e outra visão de Cuba. Todos os dias sentimos que a situação está a mudar. Mas o irónico é que há na Florida uma pequena minoria que faz lobbie junto de Washington contra o interesse dos Estados Unidos”

Barack Obama prometeu aligeirar o embargo a Cuba e retomar relações com o novo líder Raul Castro, irmão de Fidel.

Uma promessa que levou outro líder carismático da América Latina a tecer o maior dos elogios ao presidente eleito. Hugo Chavez: “O facto de um homem negro chegar a presidente dos Esrtados Unidos não é pouca coisa. Agora que ele já está na história, não lhe pedimos que seja revolucionário, nem esperamos que seja socialista. Esperamos que ponha mão no que se está a passar no mundo e que com ele tenhamos um mundo de paz”.

A Venezuela e os Estados Unidos estão em guerra diplomática aberta desde Setembro, altura em que Chavez expulsou o embaixador norte-americano de Caracas.