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Rebeldes e milícias lealistas massacram civis na R.D. Congo

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Rebeldes e milícias lealistas massacram civis na R.D. Congo

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As últimas imagens da República Democrática do Congo que invadiram os ecrãs de televisão do mundo inteiro confirmam as denúncias feitas pela organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Em comunicado, a HRW acusa rebeldes e milícias pró-governamentais de terem deliberadamente matado 20 civis e ferido 33 durante os combates no este do país.

Diz este congolês que os rebeldes deviam proteger a população mas ao invés mataram as pessoas que estavam nas suas casas. “Eles batem à porta e quando as pessoas abrem a porta matam-nas. É incompreensível, estamos a sofrer muito”, conclui.

Estes massacres ocorreram a 80 quilómetros de Goma, na localidade de Kiwanja, palco na terça e quarta-feira de combates entre os rebeldes de Laurent Nkunda e as milícias pró-governamentais Mai-Mai.

Até há data os rebeldes congoleses afirmavam querer defender a minoria tutsi da República Democrática do Congo dos ex-milicianos ruandeses de etnia hutu que aqui se refugiaram depois do genocídio do Ruanda em 1994.

De acordo com as Nações Unidas, os últimos confrontos já fizeram mais de 250 mil deslocados. A mesma fonte diz que o número total de
refugiados na província de Kivu-norte é de um milhão.

O conflito na República Democrática do Congo está no centro da cimeira internacional desta sexta-feira, em Nairobi, no Quénia, sob a égide ONU.

Para além do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, participam na reunião os presidentes da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, e do Ruanda, Paul Kagame, e o comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel.