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UE favorável à retoma das negociações com a Rússia

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UE favorável à retoma das negociações com a Rússia

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A presidência francesa da União Europeia (UE) defende a retoma das negociações com a Rússia, mas avisa que isso não legitima a situação na Geórgia. A comissária para os Negócios Estrangeiros, Benita Fererro-Waldner, também defende uma nova ronda de negociações, a agendar após a cimeira UE-Rússia desta sexta-feira.

Para já, diz Bernard Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros da França – país que assume a presidência rotativa da União – o importante é o diálogo: “É preciso continuar o diálogo. Não há outra solução. Aliás, esta solução não serve os interesses da Rússia – não podemos esquecer que ela modificou, pela força, as fronteiras da Geórgia… Nós não esquecemos nada, continuamos muito atentos e condenamos essa posição. Mas a solução do diálogo serve os interesses da União Europeia, o que, a prazo, será uma forma de convencer a Rússia. Não há outra.”

As negociações com Moscovo, com vista a uma nova parceria estratégica, foram adiadas, após a incursão militar russa na Geórgia, em Agosto último.

A Lituânia, que é contra, não tem direito de veto para impedir os restantes 26 Estados membros de decidirem a retoma das negociações. “Diálogo” parece, pois, ser a palavra de ordem. “Somos a favor do diálogo”, afirma, também, Alfredo Mantica, secretário de Estado italiano dos Negócios Estrangeiros, e continua: “Estamos convencidos que a Europa pode ter uma política de boa vizinha com a Rússia. Evidentemente, a questão da Geórgia e a posição europeia de defesa da integridade territorial da Geórgia são uma razão de litígio. Desejamos que a Rússia assuma as suas responsabilidades, sobretudo, em Genebra; que esteja aberta ao diálogo no que respeita à Geórgia – mas isso não deve tornar-se uma condição indispensável para abrir o diálogo com a Rússia.”

A retoma das negociações entre Bruxelas e Moscovo não significará, contudo, que as relações entre os dois blocos voltam ao normal. A União quer que a Rússia respeite integralmente os termos do acordo de paz negociado pela presidência francesa, que implica a retirada total das tropas russas da Geórgia.