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Novos combates iminentes na República Democrática do Congo

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Novos combates iminentes na República Democrática do Congo

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As organizações humanitárias internacionais retomaram ontem a distribuição de víveres na República Democrática do Congo, onde os combates entre exército e rebeldes provocaram até agora mais de 250 mil refugiados.

A Cruz Vermelha Internacional começou ontem a distribuir 208 toneladas de comida, no Leste do país, junto à fronteira do Uganda, onde se concentram mais de 50 mil pessoas.

Na cidade de Goma, onde os confrontos ameaçam recomeçar a todo o momento, a organização “Médicos Sem Fronteiras” teme o surgimento de uma epidemia de cólera entre os milhares de refugiados.

Uma responsável da organização afirma: “neste campo registámos 43 casos suspeitos de cólera. Neste momento estamos a tentar melhorar as condições sanitárias que não são as melhores”.

Às portas da cidade de Goma, na fronteira entre as províncias do Kivu norte e do Kivu Sul, a missão da ONU tenta que rebeldes e exército respeitem um cessar-fogo que dura desde o início do fim-de-semana.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, reunidos ontem em Bruxelas, mostraram-se preocupados com o risco de se repetir um cenário similar ao do genocído ruandês de 1994.

O responsável francês dos assuntos europeus, excluiu no entanto o envio de tropas para a RDC, reconhecendo, “a necessidade de reforçar o exército congolês”.

A rebelião liderada pelo general, de etnia tutsi, Laurent Nkunda, formado no Ruanda, afirmou que considerará como inimigas todas as tropas estrangeiras mobilizadas para o país.

O conflito que dura há dois meses, ameaça tomar uma dimensão regional.

Ruanda e Uganda são acusados de financiar as milícias revoltosas, tanto para vingar o genocído ruandês como para controlar as importantes jazidas de ouro, diamantes, cobalto e coltan congolesas.