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Adolescente britânica ganha o direito a morrer

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Adolescente britânica ganha o direito a morrer

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Hannah Jones, de 13 anos, recusou um transplante cardíaco, a única via para se salvar, ou não, e anunciou hoje que o veredicto das autoridades judiciais lhe foi favorável, podendo assim passar o tempo que lhe resta em família. Hannah continua a ter acompanhamento médico.

“Os médicos vêem-me, mais ou menos, de três em três meses para verem o meu estado, tomo, constantemente, medicamentos, é muito duro. Não gosto de me sintir como me sinto mas vivo com tudo isto, é isso.”

Hannah sofreu uma forma rara de leucemia que gerou um problema cardíaco, se não for operada morre mas não há garantias de que a operação resolva o problema.

As autoridades de protecção infantil ameaçou retirar a custódia de Hannah aos pais, se não fosse operada. Agora decidiram não forçar a jovem a submeter-se à intervenção.

A mãe de Hannah explica que há um ano davam três a seis meses de vida à filha, por isso ninguém sabe o que se vai passar.

A eutanásia tem vindo a ser debatida um pouco por todo o mundo. Um dos casos mais falados passa-se em Itália. O pai de Eluana Englaro luta, há anos, pelo direito de desligar a máquina que permite à sua filha viver.

“Passas do esplendor da vida, era assim a Eluana, para a coisa menos natural que pode acontecer na medicina. É assim que se define o estado vegetativo. Deixas de ter qualquer percepção do mundo que te rodeia. É um estado

Beppino Englaro iniciou há 10 anos uma batalha jurídica, perdeu várias delas. Mas acabou por ser autorizado a interromper a alimentação e hidratação. O caso não acabou aqui mas a próxima decisão do tribunal será definitiva e Beppino Englaro espera que seja a seu favor.

Em 1992 Eluana sofreu um acidente de viação que a deixou em coma.