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Agências de 'rating' com regras restritivas

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Agências de 'rating' com regras restritivas

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A três dias da cimeira do G20, em Washington, de onde deverá sair a reforma do sistema financeiro, a Europa dá o exemplo: as agências de ‘rating’ vão ter novas regras, mais restritivas.

Estes organismos, que avaliam a solvabilidade das empresas e dos bancos que querem fazer empréstimos, têm sido acusados de terem contribuído grandemente para a crise actual.

No futuro, não será assim, garante o comissário Charlie McCreevy: “Em breve, as agências de ‘rating’ vão deixar de poder alegar que ‘as notações dos créditos são apenas opiniões.’ Serão sancionadas e responsabilizadas por infringirem as regras e por outros comportamentos errados, como as faltas profissionais graves. Podem arriscar-se a perder a licença de trabalho, de acordo com as leis europeias. Além disso, incluímos uma regra de forte governação corporativa – que não existe em mais lado nenhum do mundo, para lidar com os conflitos inerentes ao modelo da IOSCO [International Organization of Securities Commissions].”

O responsável pelo mercado interno, normalmente, muito liberal, quer agora que a Europa lidere o caminho rumo a uma regulação reforçada, em matéria financeira.

Se tudo correr como prevê Bruxelas, as novas regras para as agências de ‘rating’ estarão em vigor dentro de um ano.

Entretanto, os Vinte e Sete devem também chegar a acordo sobre uma melhor coordenação comunitária do sector bancário.