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Soldados e rebeldes congoleses trocam acusações a curta distância

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Soldados e rebeldes congoleses trocam acusações a curta distância

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A tensão está ao rubro no Leste da República Democrática do Congo, após a ruptura do frágil cessar-fogo.

Kinshasa prometeu hoje castigar os soldados que se entregaram no início da semana a pilhagens, violações e maus tratos de civis.

Separadas por poucas centenas de metros, as linhas avançadas do Exército e dos rebeldes responsabilizam-se mutuamente pelo início das hostilidades da véspera, na região de Kibati.

Dando eco às acusações proferidas por Kinshasa, um elemento do Exército congolês diz que estão a “combater contra Nkunda e os ruandeses”, frisando que “se continuarem o que estão a fazer, haverá outro genocídio como no Ruanda”.

Kigali nega qualquer envolvimento na rebelião liderada por Laurent Nkunda, tal como Kinshasa e Luanda negam as recentes acusações de apoio militar de Angola à RDC.

Os combates das últimas semanas obrigaram centenas de milhares de congoleses a fugir de casa ou de anteriores campos de refugiados, criando uma crise humanitária.

Um responsável da Cruz Vermelha explica que, na semana passada, foram “obrigados a distribuir alimentos”. Agora, estão a oferecer “utensílios domésticos essenciais, caso contrário, [os deslocados] vivem como animais, sem terem para onde ir, sem dinheiro e sem um simples mercado”.

Dos seis milhões de congoleses da província do Kivu Norte, estima-se que um quinto foram deslocados pelo conflito e vivem ameaçados pela fome e por uma possível epidemia de cólera.