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Parlamento argelino abre portas à presidência vitalícia de Bouteflika

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Parlamento argelino abre portas à presidência vitalícia de Bouteflika

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Abdelaziz Bouteflika tem o caminho livre para continuar a presiddir aos destinos da Argélia.

O parlamento aprovou, esta quarta-feira, um projecto de revisão da constituição que vai suprimir a limitação dos mandatos presidenciais e possibilitar a designação de um chefe de governo e mesmo de um vice primeiro-ministro.

A reforma foi aprovada por uma larga maioria como se esperava. Os descontentes abandonaram a sala.

Até agora, o presidente estava limitado a dois mandatos. A reforma, que ocorre a cinco meses do fim do segundo mandato do presidente Abdelaziz Bouteflika, é vista pela oposição como uma forma de o perpetuar no poder.

Bouteflika não quis submeter a proposta a referendo por considerar que não traz mudanças substanciais. Muitos analistas acreditam que o facto de a questão não ser submetida à vontade popular retira legitimidade à refoma constitucional.

Mas a Argélia não é o único país africano a perpetuar os mandatos do presidente. Nos últimos anos, também o Burkina Faso, Camarões, Chade, Gabão, Guiné, Tunisia e Uganda seguiram o mesmo caminho.