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Bouteflika a caminho da presidência vitalícia na Argélia

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Bouteflika a caminho da presidência vitalícia na Argélia

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A Argélia perde a esperança de ver uma mudança na presidência do país. O parlamento nacional adoptou ontem a reforma constitucional que levanta os obstáculos à reeleição de Abdelaziz Bouteflika a um terceiro mandato.

O projecto foi aprovado ontem pelos deputados, sem debate preliminar, por 500 votos a favor, 21 contra e oito abstenções.

As emendas suprimem a limitação de mandatos do presidente, concentrando no chefe de estado o poder de designar e coordenar a acção do primeiro-ministro.

A oposição denuncia o que chama de “golpe de estado encapotado”. “Temos que nos opor a esta decisão que vai inscrever o dia 12 de Novembro como uma jornada negra na história da independência da Argélia”, afirma o líder do partido da União para a Cultura e a Democracia.

Face à possibilidade de uma presidência vitalícia de Bouteflika, a deputada Louise Hanoune, lembra que, “de qualquer forma, o povo terá sempre a liberdade de não reconduzir o actual presidente nas próximas eleições”.

Figura tutelar da luta pela independência do país, Bouteflika ocupa a presidência desde 1999, depois de ter obtido o apoio do exército à luta contra a insurreição de varios movimentos islamitas.

Ao identificar estabilidade com continuidade, Bouteflika repete o modelo democrático de outros países africanos, mas com o estatuto de principal parceiro económico da União Europeia.