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Reacções mistas ao acordo que fixa retirada das tropas americanas do Iraque

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Reacções mistas ao acordo que fixa retirada das tropas americanas do Iraque

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Serão os iraquianos capazes de assumir sozinhos o controlo da segurança do país? A pergunta está no espírito de todos depois do governo iraquiano ter aprovado o acordo que prevê a retirada total dos 152 mil soldados americanas até finais de 2011.

O texto, negociado ao longo de meses, começará a ser analisado pelo parlamento ainda esta semana. A Casa Branca fala de um bom acordo e de “uma etapa positiva”.

O porta-voz do governo de Nouri al-Maliki explicou que o documento foi aprovado por uma larga maioria no conselho de ministros e que, com este tratado, o executivo procurou defender a soberania, os interesses e os direitos do povo.

Alguns iraquianos não acreditam que os americanos abandonem um dia o país, mas para outros a data fixada não é satisfatória. É o caso de Moqtada al-Sadr.

O clérigo xiita exige uma retirada imediata e, numa primeira reacção, por intermédio do seu porta-voz, acusou o governo de al-Maliki de defender os interesses da força ocupante e de ofender o povo. Al-Sadr afirma que os iraquianos vão desmascarar um governo que viola a religião e as tradições árabes.

Nos últimos meses, o Iraque assistiu a uma melhoria da segurança, mas a violência continua. Só este domingo, dois atentados fizeram 18 mortos e cerca de 30 feridos. O mais grave ocorreu em Jaloula, na província de Diyala, a mais perigosa do país.