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Berlim aceita ajudar Opel

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Berlim aceita ajudar Opel

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O Governo alemão aceita ajudar a Opel, filial germânica da General Motors, mas frisou bem que esta ajuda não pode saír das fronteiras alemãs, sobretudo para a casa-mãe norte-americana. Os detalhes foram discutidos, esta segunda-feira, entre a administração da Opel e a chanceler Angela Merkel. A decisão final está guardada para as próximas semanas e deve ser anunciada antes do Natal.

Se se confirmar a ajuda dos cofres de Berlim, apesar da boa-vontade, o ministro da Economia, Michael Glos, deixou claro que não quer fazer deste caso um exemplo: “O meu medo é que cada vez mais empresas, mesmo que não precisem, venham pedir ajuda ao Estado, o que nos deixaria numa posição complicada”, disse o governante. Segundo responsáveis da construtora automóvel, esta ajuda é precisa para as contas de 2009, embora por enquanto a empresa não corra risco de falência. Os analistas preferem tratar este caso com cautela. “A crise na General Motors e na Opel tem um carácter internacional e é preciso salvaguardar que o dinheiro dos contribuintes não seja investido em activos que estão falidos. Isso não seria bom nem para os trabalhadores da Opel, nem para os consumidores”, diz um analista. A Opel está, como todo o sector automóvel, a sofrer os efeitos da crise económica. As quatro fábricas do grupo na Alemanha, onde trabalham quase 126.000 pessoas, sofreram paragens de trabalho temporárias. A casa-mãe, General Motors, está também à procura de ajuda dos cofres norte-americanos.