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Julgamento da morte de Politkovskaya é público

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Julgamento da morte de Politkovskaya é público

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Um tribunal militar de Moscovo começou a ouvir esta segunda-feira 4 presumíveis implicados na morte da jornalista russa Anna Politkovskaya. O juíz responsável pelo processo anunciou que o julgamento vai ser público, uma decisão que vai ao encontro da vontade dos familiares da jornalista. O facto de um dos réus ser agente dos serviços secretos fazia supor um julgamento à porta fechada. Pavel Riagouzof, suspeito de ter fornecido a morada ao autor directo do crime, avançou com um requerimento para ser julgado pela justiça militar, pedido que foi diferido.

Dmitry Muratov, editor chefe do Novaya Gazeta, onde Politkovskaya, aponta o dedo. “A instituição dos serviços especiais, a instituição que pode fazer tudo à margem da lei, que pode matar e que pode contratar unidades especiais para levar a cabo as suas actividades criminosas tem os seus próprios interesses. Três pessoas são acusadas de assassinato: Sergueï Khadjikourbanov – membro da polícia criminal – e dois chechenos, Djabraïl e Ibraguim Makhmoudov. O quarto protagonista Pavel Riagouzov, vai responder por abuso de poder e extorsão. Já o homem suspeito de ter carregado no gatilho Roustam Makhmoudov, encontra-se a monte. As autoridades ainda não terão determinado quem ordenou o crime. A jornalista era uma das raras vozes críticas do Kremlin, nomeadamente através da cobertura que fez do conflito na Chechénia no início do ano 2000 mas também da denúncia de abusos de direitos humanos e de casos de corrupção. Foi assassinada em 2006.