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Democratas e republicanos divididos sobre ajuda ao sector automóvel

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Democratas e republicanos divididos sobre ajuda ao sector automóvel

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Os patrões das três maiores construtoras automóveis norte-americanas deslocam-se hoje a Washington para defender a criação de um plano de resgate para o sector.

A maioria democrata do Senado propôs ontem a atribuição de um crédito de 25 mil milhões de dólares, para salvar de uma falência iminente empresas como a General Motors, Ford e Chrysler.

A proposta é vivamente criticada pela administração cessante, que afirma já ter previsto o mesmo montante para o sector, nos 700 mil milhões de dólares do plano de resgate do sector bancário.

A porta-voz da Casa Branca explica que, “o presidente quer ajudar estas companhias, quer que tenham êxito, mas não está disposto a renegociar os fundos do plano de resgate, e não há nenhum voto no Senado que possa mudar essa posição”.

O projecto, defendido por Barack Obama, prevê um controlo reforçado sobre as despesas das companhias, em termos de partilhas de dividendos e pagamento dos chamados “pára-quedas dourados” aos dirigentes.

Segundo as estimativas, a falência dos chamados três grandes de Washington poderia precipitar mais de 2 milhões e meio de americanos no desemprego.

Mas os republicanos, avessos à intervenção do estado na economia, pensam que só a bancarrota poderá forçar a reorganização de um sector, oposto até hoje a investir em sectores mais rentáveis como o dos veículos ecológicos.