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Peritos vão analisar cessão do Fortis ao BNP Paribas

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Peritos vão analisar cessão do Fortis ao BNP Paribas

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Os juízes belgas decidiram nomear um grupo de peritos para investigar a forma como foi feito o desmantelamento do Fortis por parte dos governos da Bélgica, da Holanda e do Luxemburgo.

O tribunal do comércio de Bruxelas respondeu assim ao grupo de accionistas que tinha movido um processo à administração da empresa. A decisão ditou a separação da empresa financeira em várias unidades e teve como pano de fundo a crise económica.

Tudo começou com a injecção de mais de 11 mil milhões de euros no capital do grupo, por parte dos três governos. Depois, o banco francês BNP Paribas comprou as operações do grupo na Bélgica e no Luxemburgo.

Desde o início do ano, o preço das acções caíu 96%. Os accionistas querem respostas concretas, mas nem todos concordam com o rumo a seguir: “Não temos possibilidade de resolver o problema por nós próprios. Por isso, temos que confiar nas pessoas mais competentes que nós”, diz um accionista. “O primeiro-ministro colocou dinheiro do Estado para apoiar o banco e devemos apoiar essa opção”, afirma outra investidora.

Depois da separação, as actividades do Fortis na Holanda passaram, por completo, para as mãos do Estado holandês. Em princípio, este negócio está fora do alcance das investigações do grupo de peritos, que vai analisar apenas a cessão das actividades na Bélgica.