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Pirataria abala economia mundial

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Pirataria abala economia mundial

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A vaga de actos de pirataria marítima, ao largo das costas da Somália, ameaça desestabilizar a economia mundial.

O sequestro do super petroleiro saudita Sirius Star, com mais de 79 mil milhões de euros de crude a bordo, levou, ontem, o preço do barril do petróleo a subir acima dos 58 dólares.

Vários armadores decidiram abandonar nos últimos dias a rota do canal do Suez, em favor do percurso mais longo e dispendioso pelo cabo da boa esperança.

Para um especialista dos transportes marítimos,“a solução do problema da pirataria não passa pela mobilização de uma frota especializada, não há navios de guerra suficientes no mundo para vigiar toda a costa africana. A solução passa por um acordo político, na Somália. Sem paz em terra existirão sempre problemas no mar”.

O Sirius Star é a maior embarcação de sempre a ser desviada pelos piratas que este ano sequestraram mais de 60 navios, amealhando mais de 20 milhões de dólares em resgates.

Alguns analistas não hesitam em acusar o actual governo transitório da Somália de cumplicidade nas acções, suspeitando também de organizações islamitas radicais.

O primeiro-ministro somali afirma que, “mais do que piratas nacionais serão grupos organizados os autores dos sequestros”.

Nos últimos meses, o envio de navios de guerra da NATO para a região ajudou a reduzir em 31% o número de actos de pirataria.

A União Europeia prepara-se também para enviar uma frota.

Várias empresas privadas de segurança norte-americanas propõem já serviços de protecção, por 14 mil euros, sete vezes inferiores à media dos resgates exigidos pelos piratas.