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Avalanche de professores em protesto contra reforma do ensino

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Avalanche de professores em protesto contra reforma do ensino

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Contra o corte de postos de trabalho – este foi o principal motivo para grande parte dos professores e estudantes franceses saírem às ruas. Estima-se que entre 100 mil e 200 mil pessoas em 48 cidades protestaram contra a reforma do governo destinada a reduzir custos.

Parte de um vasto plano de emagrecimento da função pública, a reforma prevê a supressão de 13.500 empregos na área do ensino e outras modificações. “Estamos em greve e protestamos para anular o decreto do ministro da educação que prepara o corte de duas horas de estudo semanais para os alunos e prevê acabar com a ajuda para os estudantes com necessidades especiais”, refere um sindicalista. “A educação é uma das coisas mais importantes da nossa sociedade pois é com ela que progredimos e o Estado avança com cortes orçamentais intoleráveis”, diz uma estudante.

Há muito que os professores se queixam de que os cortes têm aumentado a carga de trabalho e tornando as salas de aula mais difíceis de gerir.

A mobilização serviu também para testar o controverso serviço mínimo de acolhimento de crianças nas escolas, em dia de greve de professores. “Avançámos com um protocolo que nos permite assegurar em boas condições um serviço mínimo. No entanto, somos confrontados com limitações porque o nosso pessoal formado para vigiar as crianças está na sua maioria em greve”, revela uma dirigente municipal.

Inúmeras autarquias recusaram colocar em marcha o sistema. Os professores estão em pé de guerra e deverão continuar. Os sindicatos ameaçam com mais greves se o executivo não reagir.