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Despedimentos alastram em todo o mundo

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Despedimentos alastram em todo o mundo

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A crise económica está a fazer estragos no mercado de emprego, em todo o mundo. A Peugeot-Citroen anunciou uma nova onda de despedimentos, numa altura em que se prevê que o mercado automóvel continue as quedas a pique.

A construtora francesa, segunda maior empresa europeia do sector, vai eliminar 3500 postos de trabalho em toda a Europa. Uma das fábricas afectadas é a de Rennes, em França. Um sindicalista diz que “a fábrica chegou a ser considerada a melhor do grupo, mas agora começam a compará-la com a da Renault em Vilvoorde, na Bélgica, que acabou por fechar”.

Também a britânica Rolls Royce, fabricante de motores de aviões, pensa cortar entre 1500 e 2000 empregos, em todo o mundo, no próximo ano. A terceira empresa europeia a anunciar cortes de peso no quadro, também esta quinta-feira, foi a farmacêutica suíça Astra Zeneca.

Só nos últimos três meses, foram anunciados quase 149.600 supressões de emprego na América do Norte, 67.000 na europa e 3900 no Japão.

Para o financeiro George Soros, o caso é sério: “Estamos a viver a pior crise financeira desde os anos 30. O que é de notar, nesta crise, é que não foi causada por um choque externo, por exemplo uma subida dos preços da OPEP, mas sim pelo próprio sistema financeiro”.

Wall Street, onde os índices não páram de caír, é a face mais visível da crise, mas o ciclo vicioso tem feito baixar a procura de bens, tem feito caír os resultados das empresas e a consequência é um aumento no desemprego.

Segundo os dados publicados agora, o número de pessoas a pedir pela primeira vez o subsídio de desemprego, nos Estados Unidos, subiu para o valor mais alto em 16 anos.