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Plano de resgate do sector automóvel em

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Plano de resgate do sector automóvel em

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Os grandes construtores automóveis norte-americanos não conseguiram convencer os democratas do Congresso a aceitar um plano de resgate do sector.

Ao final de dois dias de audiências em Washington, a maioria democrata considerou que os patrões da General Motors, da Ford e da Chrysler não deram garantias para poder reembolsar os 25 mil milhões de dólares de dinheiro público.

Para o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, “os directores das construtoras não conseguiram convencer o Congresso e o povo americano de que este plano de resgate será o último”.

Os construtores têm agora 12 dias para apresentar um novo plano, que poderá ser submetido ao congresso no início de Dezembro.

O campo republicano tinha proposto utilizar parte dos 700 mil milhões de euros do plano de resgate ao sector bancário na recuperação da indústria automóvel.

Para o senador republicano, George Voinovich, “se não agirmos as empresas vão afundar-se, estamos face a um cenário de recessão económica e pelo que percebo já estamos com a àgua até ao pescoço”.

O adiamento da aprovação do plano para o sector automóvel voltou a fazer estremecer a bolsa de Wall Street.

O Dow Jones caíu mais de 5% pelo segundo dia consecutivo, atingindo o nível mais baixo dos últimos cinco anos e meio.

Os investidores mostram sinais de preocupação crescente, face às previsões de recessão e deflação económica, num momento em que a taxa de desemprego é a mais elevada dos últimos 16 anos.