Última hora

Última hora

Europa aposta na energia eólica offshore

Em leitura:

Europa aposta na energia eólica offshore

Tamanho do texto Aa Aa

No Mar do Norte, a 23 quilómetros da costa holandesa, encontramos o primeiro parque eólico offshore construído em águas profundas. Possui 60 turbinas, capazes de gerar electricidade para 125 mil residências.
Bruxelas quer aumentar para 20% a quota-parte das energias renováveis usadas na União Europa, até 2020.
“A Europa é já hoje líder mundial em equipamentos para as renováveis. Portanto, investir nas renováveis é criar emprego na Europa, é diminuir a nossa dependência energética. Se a Europa avançar, os outros vão segui-la, porque nós somos nas questões ambientais, mesmo hoje em dia, após o crash financeiro, os líderes mundiais e, por isso, não tenhamos medo de assegurar esta liderança”, sublinha o deputado europeu Claude Turmes.
A Itália está a experimentar o primeiro parque eólico flutuante, enquanto França, Polónia e Espanha vão avançar em 2015.
Alemanha, Dinamarca, Suécia, Reino Unido, Finlândia, Bélgica, Países Paixos e Irlanda já têm parques eólicos nos mares Báltico e do Norte.
“O Mar do Norte é o primeiro lugar lógico, é o berço da indústria eólica moderna. Tem sítios bons e compete com os espaços onshore, que estão bastante cheios e em áreas densamente povoadas. Portanto, é uma boa primeira escolha para desenvolver os parques e há uma enorme procura à volta do Mar do Norte e está devidamente ligada às redes energéticas. Cada vez mais o fornecimento de energia eléctrica pode ter origem no vento offshore”, diz Steve Sawyer do Global Wind Energy Council.
“Nos dias em que há bastante vento na Alemanha, podemos fechar as centrais a carvão. É bom para o clima, mas é mau para as companhias energéticas EON e RWE e isso explica por que razão os grandes grupos eléctricos continuam a opôr-se fortemente às energias renováveis”, explica Claude Turmes.
Os parques eólicos offshore produzem mais 40 por cento de energia do que os onshore, mas, em contrapartida, os custos de construção de uma infra-estrutura destas no mar são 50 por cento mais elevados que em terra. No entanto, o rácio custo-benefício ainda não está completo.