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Geórgia marca 5 anos da "Revolução Rosa" com clima sombrio

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Geórgia marca 5 anos da "Revolução Rosa" com clima sombrio

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O quinto aniversário da “Revolução Rosa” na Geórgia teve poucos motivos para celebrações e ficou marcado por um apelo à união do presidente Mikhail Saakashvili.

O dia decorreu sem as tradicionais celebrações que, desde 2003, marcavam a chegada ao poder de um governo pró-ocidental cheio de promessas de reforma.

Durante uma missa em Tbilissi, Saakashvili disse que “aqueles que querem o desaparecimento [da Geórgia] serão derrotados por todos os meios”. Os georgianos “devem unir-se e continuar a luta até ao fim”.

A guerra e a subsequente invasão russa em Agosto fortaleceram as críticas da oposição e uma grande parte da opinião pública defende que o conflito foi mal gerido.

O presidente da Fundação de Estudos Internacionais e Estratégicos em Tbilissi diz que “a soberania georgiana foi bastante reforçada, mas a invasão russa representou um golpe tremendo para a economia e para o processo de construção do Estado georgiano”.

A revolução perdeu o brilho e a liberalização e crescimento económico foram eclipsadas por acusações de autoritarismo.

Junto à estação de televisão Imedi – controlada pela oposição até ser temporariamente fechada pela polícia – 200 manifestantes denunciavam a “censura” do regime.

A ex-presidente do Parlamento, Nino Burjanadze, uma das protagonistas da “Revolução Rosa”, rompeu com Saakashvili no início do ano. Este domingo conduziu uma manifestação e lançou um novo partido da oposição.