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Reservas de Paris e Berlim sobre plano de relançamento da economia dos 27

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Reservas de Paris e Berlim sobre plano de relançamento da economia dos 27

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A França e a Alemanha exprimiram um entendimento, com reservas, em torno de um plano para impulsionar a economia europeia.

O presidente Nicolas Sarkozy e a Chanceler Angela Merkel estiveram reunidos em Paris, esta manhã, para tentar sintonizar posições sobre a proposta que a Comissão Europeia deverá apresentar na quarta-feira, de consagrar 1% do PIB da União ao relançamento da economia, cerca de 130 mil milhões de euros.

O chefe de Estado francês, que assume a presidência rotativa da União, afirmou que, “estamos de acordo para lançarmos uma acção concertada e para tomarmos outras medidas. A França já se lançou ao trabalho, a Alemanha está ainda a reflectir. Sobre a proposta de uma redução generalizada do imposto sobre o valor acrescentado, a França partilha a análise da Alemanha de que esta decisão pode funcionar para certos países, penso por exemplo no Reino Unido, mas relativamente à nossa situação, tenho dúvidas quanto a se precisamos de baixar o IVA quando constatamos uma descida dos preços”.

Sobre o plano de relançamento económico, Merkel, defendeu a aposta no sector das pequenas e médias empresas, mas advertiu para eventuais precipitações, afirmando que não defende “medidas dispendiosas”.

A Chanceler afirmou que, “é evidente que cada país tem de fazer um esforço para dar uma resposta económica europeia à crise. Temos um mercado comum, uma estratégia de crescimento comum e seria fatal, que, num período sem crescimento, não existisse uma resposta europeia”.

Berlim mostra reticências em dispender mais dinheiro, quando já desbloqueou 32 mil milhões de euros para um plano de incentivo nacional. A maior economia da União entrou em recessão técnica e prevê para o próximo ano uma perda de 130 mil empregos.

Como para o plano de resgate de sector bancário, a Europa volta a mostrar-se dividida para tomar uma acção concertada de política económica.

A Espanha já apoiou o projecto, a República Checa, rejeitou a proposta.

Os responsáveis dos 27 deverão tomar uma decisão final em Bruxelas, no próximo dia 10 de Dezembro.