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Continua a guerra dos OGM

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Continua a guerra dos OGM

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Os ecologistas pedem o fim dos OGM. Um grupo de activistas da Greenpeace manifestou-se frente à sede do conselho de ministros da União, em Bruxelas. No interior, os peritos dos Vinte e Sete discutiam a reforma do sistema de autorização dos transgénicos.

Os próprios Vinte e Sete estão divididos sobre autorizar ou não os organismos geneticamente modificados. Petros Varelidis, um perito grego, por exemplo, acusa Bruxelas de ser pró-OGM: “A Comissão tenta escudar-se trás da opinião da EFSA, que é sempre a favor dos OGM.” A EFSA, a agência europeia de segurança alimentar (do inglês, European Food Security Agency), dá o seu parecer sobre a autorização dos OGM; cabe depois aos Estados membros decidirem. Mas, na ausência de acordo, a decisão acaba, amiúde, nas mãos da Comissão – que, como afirma um porta-voz do executivo europeu, tem confiança na agência: “As pessoas da EFSA que tratam dos OGM são os melhores peritos da União Europeia na matéria. Nós, na Comissão Europeia, agimos de forma neutra. Enviamos os pedidos de autorização para a EFSA e se a agência diz ‘sim’, então, enviamos o caso para ser votado pelos Estados membros.” Os ecologistas pedem a reforma da agência de segurança alimentar, a quem querem dar o poder de estar o impacto a longo prazo dos OGM. Marco Contiero, activista da Greenpeace, põem mesmo em causa o grupo de peritos dos Vinte e Sete que estuda a reforma do sistema: “O grupo nomeado por Barroso não tem um mandato claro, não tem um objectivo concreto, não tem um âmbito claro. O único objectivo, sub-reptício, é o de dirigir o debate para uma posição pró-OGM.” A missão dos peritos é preparar uma revisão do sistema de autorizações dos Organismos Geneticamente Modificados. As recomendações do grupo serão apresentadas aos ministros do Ambiente dos Vinte e Sete, no próximo dia 4 de Dezembro.