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A reforma constitucional de Chavez na Venezuela

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A reforma constitucional de Chavez na Venezuela

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É o segundo êxito da oposição num ano e o segundo revés para Chavez. Em Dezembro de 2007, o presidente venezuelano teve de encaixar o NÃO popular num referendo que visava suprimir o limite de mandatos presidenciais e reforçar os poderes para proceder a algumas reformas. Chavez reconheceu, então, a derrota, mas sem grande convicção: “49% votaram pelo projecto socialista apesar de tudo, o que é um importante passo político, e mesmo um grande salto em frente.”

Não é a primeira vez que toca na Constituição. Um ano depois da eleição para a presidência, em 1998, Hugo Chavez propôs aos venezuelanos passar o mandato presidencial de cinco para seis anos e autorizar o presidente a fazer dois mandatos consecutivos. Para Chavez, está aberta a via continuar presidente até 2012. A nova constituição foi proclamada.

Entre outras coisas, permitiu o início da chamada “revolução bolivariana” que, no plano económico, reforça o papel do Estado. Começou a política de nacionalizações, nomeadamente no sector da indústria do petróleo, principal riqueza da Venezuela, primeiro produtor da América. A revolução boliviana promete uma reforma agrária com redistribuição da propriedade da terra aos mais pobres.O programa de expropriações, interrompido em 2007, pode recomeçar no próximo ano.