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Baader-Meinof: vida e morte de uma organização terrorista

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Baader-Meinof: vida e morte de uma organização terrorista

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A organização nasceu oficialmente em 1968, inspirada numa ideologia maoísta de guerrilha urbana, herdeira dos movimentos revolucionários estudantis dos anos 60. Primeiro,o grupo ficou conhecido como “Baader-Meinhof”, mas foi decapitado em Junho de 72 com a detenção dos fundadores, Andreas Baader e outros. Baader, em baixo à esquerda, Ulrike Gudrun Ensslin, companheira de Baader. A primeira geração foi detida numa prisão de alta segurança.

Em 1972, Mohnhaupt passou a liderar, com Christian Klar, a segunda geração destes terroristas da extrema-esquerda. Começou a era dos assassinatos, inclusivamente do procurador federal Siegfried Buback, em Abril de 1977. Em Setembro, o presidente da confederação patronal, Hans Martin Schleyer foi raptado e denunciado como antigo membro das SS. Em troca, a Fracção do Exército Vermelho exigiu a libertação dos membros detidos.

Uns dias mais tarde, com a mesma reivindicação, um comando palestiniano, aos serviço do Exército Vermelho, desviou um avião da Lufthanza para a Somália, com uma centena de passageiros a bordo. No dia seguinte à libertação do aparelho pelas forças especiais alemãs, Andreas Baader, Gundrun Ensslin e Jan-Carl Raspe eram encontrados mortos nas celas – supostamente, suicídio. Meinhof também foi encontrada enforcada numa toalha, alegadamente por suicido.

Os terroristas rejeitaram sempre essa tese. Em represália, Schleyer foi executado e o corpo foi deixado num porta-bagagens em Mulhouse, França. Cristian Klar e Brigitte Mohnhaupt foram condenados a pena de prisão perpétua por nove assassínios. Brigitte Mohnhaupt ficou conhecida como a mulher mais perigosa da Alemanha. Foi libertada ao fim de 24 anos de detenção. Fica na cela apenas um membro da terceira geração, Birgit Hogefeld.

Em 1998, o grupo dissolveu-se oficialmente. Fez um total de 34 vítimas mortais e continua a alimentar debates na Alemanha, como demonstra o filme que acaba de sair: “O Complexo Baader-Mainhof”, já visto por dois milhões de alemães.