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Gronelândia referenda reforço da autonomia

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Gronelândia referenda reforço da autonomia

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A Gronelândia reescreve hoje a história do território nas urnas, num referendo que poderá pôr fim a três séculos de dominação dinamarquesa.

Os 57 mil habitantes pronunciam-se sobre o reforço do estatuto de autonomia da maior ilha do mundo.

Segundo as sondagens, 75% dos eleitores são favoráveis a um maior controlo das áreas judiciais e jurídicas, assim como dos recursos minerais e petrolíferos do território.

O escrutínio permitirá também o reconhecimento do inupik, o idioma da maioria inuit, como língua oficial.

Mas, num território coberto de desertos glaciais a 80%, com graves problemas sociais e cujos rendimentos dependem em grande parte das subvenções dinamarquesas, muitos interrogam-se sobre a viabilidade de uma independência.

25% dos habitantes vai votar contra o reforço da autonomia, acordada em 1979.

“Penso que não estamos prontos. A economia precisa de desenvolver-se antes que possamos tomar uma decisão”, afirma uma habitante.

Copenhaga está pronta a reconhecer o direito de auto-determinação do território, com o qual assinou já um acordo para partilha dos recursos petrolíferos.

Os efeitos do aquecimento global, podem ser positivos para a economia da ilha, no desenvolvimento da pesca e do turismo.

Os líderes gronelandeses afirmam aspirar à independência, mas só dentro de 12 anos.