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OCDE recomenda acção aos bancos centrais

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OCDE recomenda acção aos bancos centrais

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Os governos e os bancos centrais do mundo precisam de medidas mais fortes para relançar a economia. Essa é a recomendação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no relatório publicado agora.

A OCDE prevê um quadro negro para as principais economias do mundo, com a produção industrial em queda, o desemprego em alta e uma instabilidade financeira que deve durar, pelo menos, até ao fim do próximo ano. Segundo as previsões publicadas agora, 2009 vai ser um ano de contracção do PIB, tanto na Zona Euro como nos Estados Unidos e em 2010 vai haver uma retoma. O chefe-economista da Organização, Klaus Schmidt-Hebbel, é tudo menos optimista: “Como resultado da recessão, o número de pessoas sem emprego vai subir para os oito milhões, as condições financeiras vão ficar mais apertadas e o crescimento dos salários vai ser muito baixo. As bolsas e o preço das casas vão continuar em queda, o que vai fazer baixar o consumo e reduzir significativamente o investimento”. Segundo a OCDE, a recessão que vai ser vivida no próximo ano vai ser a pior em quase três décadas. As previsões para a Europa não são nada favoráveis. Aos países já em recessão, como a Alemanha, vai juntar-se outro dos pesos-pesados da economia europeia, a França. O Reino Unido vai também continuar em recessão ao longo de 2009. O grupo de países que vão ter um ano muito difícil inclui outros membros da União Europeia, como a Hungria, a Irlanda ou a Espanha. Já no que toca aos Estados Unidos, a OCDE adverte que a economia americana está a atravessar um período muito difícil e vai ter a pior recessão de todos os países membros da Organização. Segunda-feira, o presidente eleito Barack Obama anunciou medidas de luta contra a crise, com uma reforma fiscal e a criação de dois milhões e meio de empregos.